Acho que este foi o dia mais agitado até agora. Cinco palestras, long list de Titanium, e por aí vai. Logo cedinho vimos a palestra da Draft FCB, sob o título “6,5 seconds that matter”. A premissa é simples: munidos de carradas de dados e números, eles defendem que temos 6,5 segundos para conquistarmos ou repelirmos o público.
Seja num comercial pra TV, vídeo online ou qualquer outra forma, é o tempo que temos pra mostrar a que viemos. Daí o discurso enveredou para a necessidade de reduzir e simplificar. Mostraram influências para o trabalho diário deles, muito interessantes por sinal: de Monty Python a Hemingway, passando até por Hopper. E nos cases, eu destacaria o viral “thank you film”, pra RADIOTJÄNST. Esse aqui, bem exitoso: http://en.tackfilm.se/. E pra provar que números fazem rir, fecharam com uma piadinha: o que o 0 disse pro 8? “Belo cinto!” Turum tsss!
Depois foi a vez da Aegis Media falar concisamente sobre novos pontos de partida para a criação, baseados em um modelo que gira em torno da vida do consumidor, e não da marca. De modo que a inspiração pode vir do espaço, do tempo, do lugar, enfim, de tudo o que compõe a vida das pessoas. Nos exemplos, coisa bastante pontual e regional, como uma marca de manteiga britânica que, conhecendo dos ingleses o amor pelo café da manhã, proclamou os sábados como o “breakfast day”. Nada de muito encantador, mas achei que o discurso foi direto ao ponto e, graças aos cases, com louvor.
A seguir, um debate promovido pela HP entre o Marcello Serpa, um editor da contagious e o overlord de criação da Goodby, Silverstein Partners. O tema era “the return of physical”, sobre a importância do palpável e do tangível frente ao digital. Claro, é da HP. Serpa falou rapidamente sobre amor pelo papel e logo mostrou cases da Billboard, “você é feito de música” (fantástico) e o álbum de figurinhas das Havaianas, que achei que causou pouca espécie. Depois o editor da Contagious falou rápida e afoitamente, passou em branco. E o último, Erik Vervroegen, não mostrou nada mas falou tudo. Resumindo, as maravilhas digitais e tecnológicas não são nada sem a boa, velha e surrada grande ideia. Um discurso desafiador, resvalando no alarmista, mas pra lá de coerente. Foi a pulga que me saiu roendo a orelha depois da palestra.
Intermezzo para banho de mar e um delicioso “poulet rotî” (até frango assado veste smoking aqui).
Depois, asduas últimas palestras: vi, do meio pro fim, a da Contagious, já na parte dos cases. Entre eles, um muito interessante: uma marca de camisetas de Johannesburgo, pequenica, queria aumentar suas vendas. Criou uma nova linha de estampas de amor à pátria estilo “I (L) NY” e, pouco depois, começou a falsificar as próprias camisetas, vendendo-as baratinho em mercados chineses. Que, por sua vez, venderam como água no deserto. Resultado, as vendas em geral subiram absurdamente.
Teve também o divertido aplicativo pra iPhone “Sit or squat”, que “acha” os banheiros mais limpinhos perto de onde você está quando o popô bater à porta.
Pra acabar, a palestra mais concorrida: conversa entre Jeff Goodby e Ben Stiller sob o tema “laugh and connect”. Na verdade foi das mais tediosas também. Achei Goodby um pouco nervoso, e o comic reflief de Stiller deixou a desejar. Muita gente, eu incluído, saiu antes de acabar.
Bom, é isso. Pra quem leu até aqui, prometo ser mais breve amanhã. Pra quem não leu também.
Até!
Oscar é redator na Contexto






